quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ser um lutador de jiu-jitsu...

...é trocar horas de sono em sua cama confortável por horas de treino;
É sair na chuva fria ou no sol quente e escaldante para mais um dia de treinamento árduo;
É ter responsabilidade e não agredir nem humilhar um desprotegido ou indefeso;
É respeitar os mais graduados e se espelhar-se neles;
É amar a si mesmo e ao próximo, respeitando os mais fracos, mas nunca ser um deles;
É ter espírito de guerreiro e lutar até a morte, se preciso, para se sentir orgulho da vitória;
É ter disciplina para dizer não quando te chamarem para sair na hora sagrada do seu treino;
É seguir fielmente todas as tradições milenares da arte suave, que por muitos são esquecidas;
É preciso ser frio, trocar os abraços e carinhos da pessoa amada por estrangulamentos, torções, luxações e sangue;
É controlar seus sentimentos, e às vezes, até se desfazer de alguns deles;
É ter como família sua equipe de jiu-jitsu;
É compreender as lições do seu mestre e aplicá-las em sua vida, por mais dura que sejam;
É ser corajoso por colocar em risco sua integridade física, na qual muitas vezes pode ser grave;
É superar as dores e não desistir dos objetivos;
É trocar tudo e todos pra treinar e sentir-se conformado com isso;
Suas orelhas, joelhos e outras articulações nunca mais serão os mesmos, mas mesmo assim ele nunca mais deixará de praticar esse esporte.
Isso sim é ser um lutador de respeito.
MESTRE HÉLIO GRACIE

Filosofia do Jiu Jitsu

Mais do que um esporte, uma luta, o Jiu-Jitsu trás consigo uma filosofia voltada ao equilíbrio do corpo e da alma e, como toda filosofia nos orienta à prática do cotidiano.

O objetivo do Jiu-Jitsu é o de desenvolver disciplina reflexos físicos, emocionais e espirituais, detectando medos e limitações, em busca de caminhos positivos.

O confronto pessoal exige o encontro do equilíbrio, sendo um vencedor de si mesmo primeiramente, vencendo seus limites.

Quanto maior a harmonia e a sintonia de você com você mesmo, maior a autoconfiança, o autocontrole, a autoestima, a fé de que tudo dará certo.

A disciplina que o jiu-jitsu exige faz parte da filosofia de vida que deve estar sempre voltada para a evolução, a confiança e o poder.

O autocontrole e autoconfiança são estimuladas através da implicação dos exercícios físicos e mentais.

A melhor maneira de superar seus limites é estando do seu lado com a mente positiva voltada para  o seu potencial. Somente estando do seu lado com o pensamento positivo é que você conseguirá ultrapassar as suas dificuldades.

sábado, 18 de junho de 2011

HISTÓRIA DO JIU-JITSU

Segundo alguns historiadores o Jiu-jitsu ou "arte suave", nasceu na Índia e era praticado por monges budistas. Preocupados com a auto defesa, os monges desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas. Com a expansão do budismo o jiu-jitsu percorreu o Sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão, onde desenvolveu-se e popularizou-se.
A partir do final do século XIX, alguns mestres de jiu-jitsu migraram do Japão para outros Continentes, vivendo do ensino da arte marcial e das lutas que realizavam.
Esai Maeda Koma, conhecido como Conde Koma, foi um deles. Depois de viajar com sua trupe lutando em vários países da Europa e das Américas, chegou ao Brasil em 1915 e se fixou em Belém do Pará, no ano seguinte, onde conheceu Gastão Gracie. Pai de oito filhos, cinco homens e três mulheres, Gastão tornou-se um entusiasta do jiu-jitsu e levou o mais velho, Carlos, para aprender a luta com o japonês.
Franzino por natureza, aos 15 anos, Carlos Gracie encontrou no jiu-jitsu um meio de realização pessoal. Aos 19, se transferiu para o Rio de Janeiro com a família e adotou a profissão de lutador e professor dessa arte marcial. Viajou para Belo Horizonte e depois para São Paulo, ministrando aulas e vencendo adversários bem mais fortes fisicamente. Em 1925, voltou ao Rio e abriu a primeira Academia Gracie de Jiu-Jitsu. Convidou seus irmãos Oswaldo e Gastão para assessorá-lo e assumiu a criação dos menores George, com 14 anos, e Hélio,com 12.

Desde então, Carlos passou a transmitir seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando a técnica à compleição física franzina característica de sua família.

Também transmitiu-lhes sua filosofia de vida e conceitos de alimentação natural, sendo um pioneiro na criação de uma dieta especial para atletas, a Dieta Gracie, transformando o jiu-jitsu em sinônimo de saúde.
De posse de uma eficiente técnica de defesa pessoal, Carlos Gracie viu no jiu-jitsu um meio para se tornar um homem mais tolerante, respeitoso e autoconfiante. Imbuído de provar a superioridade do jiu-jitsu e formar uma tradição familiar, Carlos Gracie lançou desafios aos grandes lutadores da época e passou a gerenciar a carreira dos irmãos.

Enfrentando adversários 20, 30 quilos mais pesados, os Gracie logo adquiriram fama e notoriedade nacional. Atraídos pelo novo mercado que se abriu em torno do jiu-jitsu, muitos japoneses vieram para o Rio, porém, nenhum deles formou uma escola tão sólida quanto a da Academia Gracie, pois o jiu-jitsu que praticavam privilegiava as quedas e o dos Gracie, o aprimoramento da luta no chão e os golpes de finalização.

Ao modificar as regras internacionais do jiu-jitsu japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Carlos Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial. Anos depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada de jiu-jitsu brasileiro, sendo exportada para o mundo todo, inclusive para o Japão.
Curiosidade:
DEFINIÇÃO DE "OSS"
A definição do famoso OSS tem muitas origens. A primeira delas é a definição do OSS 
como a abreviação da palavra Onegai Shimassu, que se traduz como um pedido, uma 
solicitação, um convite como "por favor", "por gentileza" ou "com licença", muito utilizado 
p/ convidar o companheiro de treino p/ lutar.
A segunda definição de Oss ou também conhecido como Ossu (não faz diferença de como
se escreve em português), significa Oshi Shinobu, cuja idéia (pois a tradução ao pé da letra 
não condiz com o contexto) é a de "perseverar enquanto se é empurrado", ou seja, não desistir
jamais, ter determinação, disposição e suportar o mais árduo dos treinamentos, continuar 
sem desistir, sob qualquer pressão (toda aquela idéia de força interior, típica da cultura oriental).
Por isso, no inicio da luta/combate, o artista marcial grita, invoca, emana o Oss, como forma de
liberação desse sentimento, muito embora em muitas fontes, o Oss é definido como uma manifestação 
da energia ki, ou seja, um kiai diferente, indicando que já se esteja pronto para a luta.
Segundo Miyamoto Musashi, no livro go rin no sho (livro dos cinco anéis), existiam 3 tipos de gritos 
utilizados pelo Samurai: 1 antes do combate, para mostrar energia, 2 durante o combate, na hora de 
atacar, p/ obter mais força (kiai) e 3 depois da luta, p/ comemorar a vitória ou urrar a derrota.
O Oss além de demonstrar o espírito de força e a determinação antes da luta, é também utilizado 
para indicar ou confirmar uma informação, assim sempre que o Sensei perguntar ou informar algo, 
 responde-se OSS, uma resposta que indicará o entendimento ou a confirmação do entendimento.

NÃO SE ESQUEÇAM, QUEM LUTA NÃO BRIGA.
 
OSSSS!